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O Mosteiro dos Jerónimos é uma obra fundamental da arquitectura manuelina. D.Manuel pretendia aqui em Belém criar um conjunto Igreja e Torre de Belém, de assistência aos mareantes. Pretendia igualmente criar um símbolo nacional, que mostrasse ao mundo a intenção de uma “unificação dos cristãos de todo o mundo”, através da expansão marítima. O risco inicial é de Jacques Boytac (1501-1516), que lançou os fundamentos da igreja e do claustro, e cuja campanha de obra inclui os arranques do portal principal. Em 1516 entra em funções João de Castilho (1517-1528) até 1528 quando vai trabalhar no Mosteiro da Batalha. O portal sul, as abóbadas da igreja e conclusão do claustro, Sala do Capítulo, Sacristía, refeitório, são de sua autoria. A capela mor inicial menor, foi susbtituida por uma de Jerónimo de Ruão de estilo maneirista. Desde 1498 com a descoberta do caminho marítimo para a Índia, Portugal consegue ter acesso directamente à fonte das especiarias, e através de uma sofisticada logistica flutuante (auto-suficiencia de navegação e poder de fôgo), consegue colocar estes produtos na Europa. Todo esse manancial e poderio é aqui ostentado por D.Manuel I e D.João III.
Created 28/08/2020 by Santiago Ribas - 360portugal
Composto por vários corpos construídos ao longo de dois séculos, o Palácio de Queluz tem uma planta irregular que reflecte o gosto da Corte portuguesa nos sécs. XVIII e XIX, misturando a arquitectura residencial, a rococó e a neoclássica. As sóbrias fachadas exteriores do palácio contrastam fortemente com as fachadas interiores que abrem para os jardins, e que apresentam um tratamento mais cuidado do ponto de vista decorativo, numa clara viragem para o estilo rococó, mais intimista. Balaustradas, frontões e molduras sobre as janelas e portas ornamentam a longa fachada posterior. Lá dentro, vastos e brilhantes aposentos ostentam mármores italianos e exóticas madeiras brasileiras, talhas douradas e pinturas coloridas. Uma nota especial para a Capela, com estrutura barroca, cujo espaço está dividido em apainelados pintados a marmoreados fingidos, a imitar pedras semi-preciosas e onde a cúpula da capela-mor é rasgada por dois óculos, por onde a luz passa e se reflecte em dois espelhos e ilumina o retábulo principal.
Created 28/08/2020 by Santiago Ribas - 360portugal

Convento de Cristo (17)

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O inicio do Convento de Cristo dá-se após a reconquista de Santarém em 1147 por D.Afonso Henriques, com o repovoamento da zona do ribatejo. A construção do Castelo Templário em 1160 enquadra-se nesta linha defensiva natural que era o Tejo. De seguida foi construída a Charola original romanica. A ordem dos templários é dissolvida entre 1307-1312, e D.Dinis nacionaliza-a dando-lhe o nome de Ordem de Cristo em 1319. O Convento irá sofrer importantes ampliações durante os séc. XV e XVI, as quais vemos actualmente sob a forma do actual corpo rectangular da Igreja. Em 1529 no reinado de D.João III dá-se a restruturação do Convento, e Frei António de Lisboa manda mestre biscaino João de Castilho construir um novo claustro (1530-1565) onde actualmente vemos o claustro renascentista (1557-1580) projectado por Diogo de Torralva e alterado por Filipe Terzi em 1587 durante o reinado de Filipe II. João de Castilho trabalha aqui até à sua morte em 1553, construindo os claustros da Hospedaria, Micha e Corvos, e os aposentos do Convento.
Created 28/08/2020 by Santiago Ribas - 360portugal
A Sé do Porto ergueu-se entre os meados do séc. XII e os finais do séc.XIII , e sucedeu a outra igreja menor, implantada no mesmo local. Nesta época das cruzadas, o Porto recomeçava a crescer, envolvendo a catedral que dominava do alto da Penaventosa. São visiveis os elementos caracteristicos do românico português (com influências francesas da zona do Loire) como por exemplo a adopção dos toros diédricos e de capiteis sem imposta, ou o recurso a elementos estruturais já anunciadores do gótico como o uso dos acrobotantes, que a par dos de Alcobaça foram os primeiros em Portugal.
Created 28/08/2020 by Santiago Ribas - 360portugal
World War II was a terrible time for The Hague, as it was for many other European cities. On that day, around the same time, I took a panoramic photo. My photo works like a time machine. You see the places and buildings change over the years, but the memories of what happened remain forever. The city looks different today, but history is still present in the streets and buildings.
Created 01/05/2020 by Sjoerd van der Hucht